Número 94, Terça 25/3/2003
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- Disponível para
download Netscape 7.02 para Windows, Linux e Mac OS X. Incorpora uma nova
máquina virtual Java e a última versão do plug-in de
Flash. Mais informação e downloads
- Google consegue obter a
patente sobre o seu sistema de classificação de páginas
web, o qual baseia-se em primar as páginas que tenham mais links
dirigidos a elas
- Microsoft faz pública a
data do 29 de abril para por à venta o Windows Server 2003
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Linux: uma alternativa real para o
terreno dos desktop?
Guillem Alsina
(guillem@imatica.org) - Iniciativas como o LindowsOS, Lycoris ou Bluecurve
têm o objectivo de facilitar a penetração do Linux no
sector dos desktop, um terreno onde pelo momento o Windows tem a hegemonia
absoluta com um 90% do mercado mundial. Mas, é o Linux uma alternativa
real ao sistema da Microsoft?
Esta era a pergunta que tinha
na cabeça John H. Terpstra e o seu interesse centrava-se em conhecer a
resposta de um grupo de utilizadores de sistemas Linux e Windows. Que
argumentos usariam para defender a opção escolhida? Para
responder a esta questão, Terpstra entrevistou a trinta utilizadores
divididos a partes iguais entre as duas plataformas, quer dizer, quinze pessoas
favoráveis a Linux e quinze mais a Windows.
Os questionarios foram
realizados baseandose em três perguntas:
- Enumere os cinco motivos mais importantes para
USAR Linux num sistema desktop
- Enumere os cinco motivos mais importantes para
NÃO USAR Linux num sistema desktop
- Se tivesse que reduzir significativamente a
despesa de uma organização em tecnologias da
informação, quê é o que mudaria?
Chegados a este ponto, queremos
aclarar que o que Terpstra buscava eram argumentos favoráveis ao uso de
Linux no sector dos desktop, argumentos que devia usar numa conferencia que
estava preparando e que foi a causante desta investigação e do
posterior artigo que comento nestas linhas.
Uma vez obtidas as respostas,
Terpstra as classificou dentro de dez categorias: Custo,
Reputação, Aplicações, Segurança, Suporte
para hardware, Suporte para software, Familiaridade, Simplicidade na
instalação, Confiabilidade e Rendimento.
No artigo final são
resumidas em linhas gerais as respostas dos entrevistados. Os tópicos
tão usados de um ou outro sistema operativo saltam à vista
claramente: por parte do Linux mencionam-se como vantagens o seu custo (nulo em
licenças para a grande maioria de distribuições), a
capacidade de executar as suas próprias aplicações e
aquelas desenhadas para Windows através de ferramentas como WINE ou
VMWare, cumpre com as normas da industria, a inexistência de vírus
para à plataforma do pinguim, o suporte da "comunidade" aos
utilizadores, a semelhança do ambiente gráfico e as
soluções ofimáticas com os equivalentes do mundo Windows,
a disponibilidade do código fonte ou a maior estabilidade do
sistema.
Juntamente a estes argumentos
racionais, encontramos também alguns mais "passionais",
normalmente mais dirigidos contra a outra plataforma que em favor do sistema
operativo do pinguim: os utilizadores do Windows são
"estúpidos" (tomado literalmente de uma resposta), Linux
é "cool" (uma coisa como moderno, divertido em Inglês),
Microsoft é um poder dominante que faz o que quer ou não se pode
confiar no Windows.
Os seguidores do sistema
operativo da Microsoft também apresentaram argumentos em favor da sua
opção: Linux é ainda hoje em dia uma solução
de difícil instalação e mantimento que requer uns altos
conhecimentos técnicos, não existem alternativas open source ao
MS Access, para Linux não existe um suporte técnico único
ao qual dirigirse, Windows é a plataforma mais usada do mundo, cada
distribuição de Linux é um mundo aparte com pequenas
incompatibilidades entre elas, OpenOffice é inferior ao MS Office, Linux
não é tão seguro como argumentam os seus defensores,
ninguém se faz responsável da integridade do Linux, Windows
suporta todo o hardware existente, em quanto que o Linux não o faz,
todos os vendedores de software oferecem suporte para Windows, Windows é
fácil, Windows é mais fácil de instalar que Linux e
finalmente que a interface gráfica unificada do Windows não
provoca as confusões que temos no mundo Linux com KDE, Gnome e
outros...
A conclusão, para
Terpstra, é clara: actualmente Linux é uma alternativa nem mais
nem menos válida, se não tão válida como Windows
para os computadores desktop. As opiniões entre grupos de entusiastas e
detractores diferiram em grande medida, mas os dois lados apresentaram
argumentos irrefutáveis que podem levarse a contrária entre eles
mas ser os dois totalmente certos.
Assim pois, não existe
motivo para à confrontação, se não simplesmente
diferentes eleições segundo as diferentes preferencias.
O artigo completo pode lerse
em
http://www.desktoplinux.com/articles/AT9186091276.html
John H. Terpstra é
co-fundador do grupo de trabalho Samba-Team dedicado à
construção de uma serie de ferramentas que permitam a
interoperabilidade entre redes Windows e Linux/Unix. Também é
membro do Open Source Software Institute Advisory Board, CEO da empresa
PrimaStasys Inc, e trabalhou também para o grupo SCO (anteriormente
chamado Caldera).
iMàtica é uma
produção de Habitación Phantasma S.L.
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